Sejam bem vindos ao blog da Estação Ecológica de Arêdes ! Aqui Você acompanha o que acontece na Unidade de Conservação situada no município de Itabirito e ainda participa de vários assuntos voltados a importância de conservar o nosso patrimônio natural e histórico cultural.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PARABÉNS AS MÃES, POR TODOS OS DIAS ! ! !

 Nós da Estação Ecológica de Arêdes desejamos a todas as mães felicidades infinitas!! Que Deus supra as necessidades de cada uma delas nesta dádiva de ser MÃE. Parabéns mamães...

Imagem da internet. 
Frase de Mário Quintana para as mães. Imagem da Internet.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

DIA DA TERRA, NOSSO LAR !!


Olá a todos! Hoje comemoramos mais um Dia da Terra, e nós da Estação Ecológica de Arêdes queremos lembrar que a hora de preservarmos o nosso meio ambiente é agora, vamos agir e preservar nosso verdadeiro lar...
Imagem da internet.
 A década de 70 foi um momento particular da história, por um lado, hippies, Beatles e protestos em todo o mundo, por outro, o meio ambiente era ainda uma palavra desconhecida pois, a fumaça poluente das cidades era nada mais nada menos que um sinal dos tempos modernos e do progresso econômico. Neste contexto, em 22 de Abril de 1970, foi criado o dia da Terra pelo norte-americano Gaylord Nelson, para levantar uma consciência mundial sobre os problemas ambientais a fim de proteger o planeta Terra. O site de pesquisas "Google" fez um interessante quiz para que cada pessoa descubra qual animal da Terra é, para lembrar da importância da preservação das espécies e da biodiversidade. 

Imagem da internet.


Nesse dia 22 de abril, o planeta inteiro celebra mais um  Dia da Terra. O nosso tem tudo aquilo que buscamos em outros planetas: oceanos, lagos, água líquida, geleiras, desertos, atmosfera, florestas, e claro, a vida (em abundância). Atualmente, mais de 1.800 planetas fora do Sistema Solar já foram catalogados. Queremos sempre buscar coisas novas em planetas longínquos, mas que tal prestarmos atenção naquele planeta que é o único (pelo menos até agora), que pode abrigar vida. Estamos falando do nosso lar: o Planeta Terra.


Imagem da internet.

terça-feira, 14 de abril de 2015

A fauna de Arêdes #1 O Lobo Guará

Fotos do Lobo Guará. (imagens da internet) 

Nome Científico: Chrysocyon brachyurus.

lobo-guará, também conhecido como guaráaguaráaguaraçulobo-de-crinalobo-de-juba, ou lobo-vermelho, é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul e único integrante do gênero Chrysocyon. A espécie não está diretamente ligada a nenhum outro gênero de canídeos e é uma relíquia da fauna pleistocênica da América do Sul. De uma população total estimada em 23600 indivíduos, cerca de 21746 encontram-se no Brasil, 880 no Paraguai e 660 na Argentina e provavelmente não mais de 1000 animais na Bolívia. 



Imagem da distribuição geográfica do Lobo Guará. (imagem da internet)

É o maior canídeo da América do Sul, tendo entre 95 e 115 cm de comprimento, com uma cauda medindo entre 38 e 50 cm de comprimento. Pesa entre 20,5 e 30 kg. Se diferencia dos canídeos sul-americanos, dado suas longas e finas pernas, densa pelagem avermelhada e grandes orelhas.
A pelagem do corpo varia do vermelho-dourada ao laranja e os pelos da nuca são arrepiados e pretos. A parte inferior da mandíbula e a ponta da cauda são brancos. O formato da cabeça se parece muito com de uma raposa, com um focinho esguio e grandes orelhas. Assim como observado no cachorro-vinagre (Speothos venaticus) o rinário se estende até o lábio superior, mas as vibrissas são mais compridas no lobo-guará. A forma esguia dessa espécie provavelmente é uma adaptação ao deslocamento em áreas abertas cobertas por gramíneas.

Foto de Lobo Guará em seu habitat. (imagem da internet)
O lobo-guará caça pequenos mamíferosroedores e aves. Mas a sua dieta tem uma forte componente onívora. Estes animais são bastante dependentes da lobeira (Solanum lycocarpum) e estabelecem, com esta planta, uma relação simbiótica: sem os frutos da lobeira, o lobo-guará morre de complicações renais. Em contrapartida, o guará tem um papel fundamental na dispersão das sementes dessa planta.
O habitat do lobo-guará se caracteriza principalmente por campos abertos, com vegetação arbustiva e áreas de bosque com o dossel aberto. Também pode ser encontrado em áreas que sofrem inundações periódicas e campos cultivados pelo homem. Aparentemente, o lobo-guará prefere ambientes com baixa quantidade de arbustos e vegetação pouco densa. Áreas mais fechadas são utilizadas para descansar durante o dia. Apesar de ser mostrado que a espécie pode ocorrer em ambientes altamente alterados pelo homem, é necessário que se faça mais estudos a fim de se quantificar qual o grau de tolerância do lobo-guará às atividades antrópicas.
Na Estação Ecológica de Arêdes essa espécie foi registrada através de rastros e vestígios (pegadas,  fezes, tocas e carcaças de animais), fotografia, e visualizado algumas vezes caminhando pela Unidade de Conservação. Foi avistado pela última vez na região de Arêdes na sexta-feira dia 11 de abril de 2015. 


Foto de Lobo Guará na Estação Ecológica de Arêdes.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Páscoa...


Imagem da internet.
Ontem, dia 05 de abril, celebramos mais um Domingo de Páscoa. A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração ocorreu hà muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach cujo significado é passagem. Então, que mostremos a nossas crianças que mais importante do que dar ou receber chocolates e presentes, é lembrar que eles são a esperança de renascimento da consciência de proteger, de fato, nosso verdadeiro lar criado por Deus, nosso Planeta Terra!

Imagem de visita na Estação Ecológica de Arêdes pelos alunos da Escola Municipal Laura Queiroz ocorrida em 09/06/2014. 

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas. Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida. 

Imagem de tapiti, também conhecido como candimbacoelho-do-matolebre e coelho-brasileiro. Espécie atualmente tornou-se escassa e somente observada em áreas protegidas, onde ainda existem florestas. Espécie encontrada na Estação Ecológica de Arêdes. 
Que aproveitemos este sentimento de páscoa para celebrarmos o recomeço, agradecermos pela vida e acreditar que juntos podemos ser cada vez melhores. Estes são os votos da  equipe da Estação Ecológica de Arêdes !!!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Um simples apagar de luzes, mas repleto de significado !!! HORA DO PLANETA 2015.

Imagem da web.

Olá pessoal ! Amanhã, dia 28 de março, milhões de pessoas ao redor do mundo vão desligar as luzes durante uma hora como um chamado para que mais e mais cidadãos do planeta se juntem na luta para combater as mudanças climáticas. É a Hora do Planeta 2015, promovida pela organização WWF Internacional. 
Organizada mundialmente desde 2007, no Brasil esta será a 7ª edição da campanha. Em todos os países que aderirem à campanha, as pessoas são convidadas a apagar as luzes entre 20h30 e 21h30. No ano passado, 144 municípios brasileiros participaram da Hora do Planeta. Durante uma hora, 627 monumentos ficaram no escuro, entre eles, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Monumento às Bandeiras, em São Paulo, e em Brasília a Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. 
Nós da Estação Ecológica de Arêdes apoiamos este movimento, apoie você também, a "mãe terra" agradece. 

Dia 28 de Março de 2015, das 20h30 as 21h30 vamos não só desligar as luzes mas também ligar a consciência ! ! !  
Foto tirada da Estação Ecológica de Arêdes.




terça-feira, 24 de março de 2015

Para refletir...

Imagem de canela-de-ema (Vellozia squamata) na Estação Ecológica de Arêdes.

Olá a todos! Hoje, refletiremos sobre uma excelente síntese da história da ganância humana! 

Fazendo a diferença. Para pior.

Pense na diferença que a atitude positiva de uma pessoa pode fazer na sociedade. Coisas até mínimas. Por exemplo, a pessoa pode doar algum dinheiro, ou usar o seu tempo livre, para ensinar alguma coisa a alguém ou ajudar uma instituição.

Claro que pessoas ricas podem fazer mais: foi o caso do empresário nova-iorquino John Paulson, que anunciou uma doação de US$ 100 milhões para o Central Park. A maior doação já feita para um parque nos Estados Unidos.

Paulson se emocionou falando à imprensa: “No fim de semana passado, no Central Park, eu vi bebês em carrinhos, crianças brincando, casais de mãos dadas, cachorros, músicos tocando, pessoas correndo, andando de bicicleta, vi pessoas de todo o mundo conversando e rindo. Eu pensei comigo: ‘O Central Park é um paraíso provavelmente como nenhum outro no mundo”.

No final de 2014 foi divulgado o “World Giving Index 2014”, uma espécie de ranking mundial das doações de dinheiro e de tempo pelas pessoas. Estados Unidos e Mianmar lideram a lista. O Brasil aparece no final da lista, em 90º lugar. Por quê? Reviro textos buscando pistas.

A alemã Sylvia Nasar é jornalista, economista e quase uma historiadora da Economia. Sylvia escreveu “Uma mente brilhante”, cuja adaptação para o cinema você já deve ter visto. E publicou também o ótimo “A imaginação econômica” (Companhia das Letras, 2012). Neste livro ela nos revela que Karl Marx escreveu as suas críticas ao livre mercado e à indústria sem jamais ter pisado em uma fábrica (?!).

Começam aqui nossas dificuldades: a academia brasileira, paga para pensar as questões nacionais, prefere se distrair no século XIX debatendo textos confusos do barbudo. Aí resta a alguns economistas e jornalistas – e até a um físico – tentar entender porque o país dá tão errado.

Encontro o conceito de rent-seeking (caça à renda). Acontece quando um grupo de pessoas se organiza e se esforça, gastando tempo e/ou dinheiro, para tentar garantir uma renda econômica para si. Um dos problemas do rent-seeking é que ele não torna a sociedade mais rica, ele apenas subtrai da sociedade alguma coisa, em benefício de um grupo.



Área da Estação Ecológica de Arêdes antes e depois da instalação de estrada particular da empresa Vale.

O rent-seeking prospera no Brasil. Por exemplo, no setor automobilístico (beneficiando empresas e empregados, e encarecendo os carros), no setor público (servidores que conseguem benefícios, onerando os contribuintes) e na questão das áreas verdes (que servem a nós todos, mas são sempre cobiçadas por um particular).

Por volta de 1975 uma inusitada operação de rent-seeking aconteceu na área tombada da Serra do Curral. O poderoso Golbery do Couto e Silva, ministro-chefe da Casa Civil no Governo Ernesto Geisel, sofreu um descolamento de retina grave e recebeu auxílio do oftalmologista mineiro Hilton Rocha. Nesse contexto, Hilton Rocha obteve do ministro, de graça, uma área preservada e tombada da Serra do Curral e a autorização para ali erguer a sua clínica particular. Fácil: o homem certo fez os telefonemas exatos e subtraiu de Belo Horizonte uma fatia de seu patrimônio.

40 anos depois, somos uma democracia e temos novas instituições, mas o rent-seeking se sofisticou. Agora é um rico grupo empresarial, articulado com os três níveis de poder, amparado em arquitetos e consultores de luxo. O plano? Tomar posse das ruínas da clínica de Hilton Rocha e usar a área pública e tombada da Serra do Curral para fazer o seu hospital. Com o dobro do tamanho do anterior.


Imagem de ruína de Arêdes.


Bem que o Centro de Memória da Medicina tentou fazer a diferença para melhor: propôs a demolição do prédio, ficando no local apenas pequeno marco de homenagem ao oftalmologista.

Mas tudo já está aprovado – ninguém viu as pilhas de leis que vetam essa manobra. Encontro uma das respostas: quem faz a diferença para pior está ganhando o jogo.

E o Conselho Municipal de Meio Ambiente? O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional? O Instituto dos Arquitetos do Brasil?

Retratos na parede, diria o poeta.


Fonte:

Paulo André Barros Mendes
Geógrafo e jornalista, colaborador da ONG ARCA-AMASERRA

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ilhas de ferro estratégicas para a conservação

Imagem de campos rupestres, na Estação Ecológica de Arêdes.

Olá a todos. Hoje veremos um pouco sobre  um dos cenários mais desafiadores para a conservação ambiental no Brasil, a proteção dos ambientes de Canga, ambiente raro e em risco de ser dizimado. Na Estação Ecológica de Arêdes existem campos rupestres sobre quartzito e sobre canga. Os campos rupestres são ecossistemas encontrados sobre topos de serras e chapadas de altitudes superiores a 900 m com afloramentos rochosos onde predominam ervas, gramíneas e arbustos, podendo ter arvoretas pouco desenvolvidas. Em geral, ocorrem em mosaicos, não ocupando trechos contínuos. Apresentam topografia acidentada e grandes blocos de rochas com pouco solo, geralmente raso, ácido e pobre em nutrientes orgânicos.  Em campos rupestres existe grande ocorrência de espécies vegetais restritas geograficamente àquelas condições ambientais (endêmicas).




Área de campo rupestre sobre quartzito, na Estação Ecológica de Arêdes.
    

Área de campo rupestre sobre canga, na Estação Ecológica de Arêdes.

 Embora extremamente frágeis os campos rupestres sobre quartzitos encontram-se bem protegidos em relação aqueles sobre Canga ou Itabiritos. Estes últimos constituem uma formação vegetacional frágil, com espécies diferentes daquelas que ocorrem nos quartzitos e com maior índice de endemismo.


Imagem da espécie endêmica Arthrocereus glaziovii, na Estação Ecológica de Arêdes.

As cangas são afloramentos formados há milhões de anos resultante do intemperismo de rochas ferríferas subjacentes - tais como os itabiritos e diamictitos ferruginosos - e posterior enriquecimento de ferro, resultando em couraças que podem atingir dezenas de metros de espessura e se estender por milhares de hectares. As couraças ferruginosas localizam-se predominantemente no estado de Minas Gerais, principalmente no Quadrilátero Ferrífero e ao longo da vertente leste da Cadeia do Espinhaço.



Orquídeas sobre a canga, na Estação Ecológica de Arêdes. 
Os afloramentos ferruginosos fornecem serviços ecológicos vitais, não apenas para o ambiente natural, mas também para a população humana. As cangas agem como importantes áreas de recarga hídrica. Devido à enorme quantidade de poros, fendas, fissuras, canais e cavidades existentes nesses solos, elas funcionam como verdadeiras esponjas, transferindo com eficiência a água da chuva para o interior das montanhas. No Quadrilátero Ferrífero, as cangas e formações ferríferas abaixo delas constituem o principal sistema de aquíferos, que armazenariam – estimativa obtida por estudos geológicos – cerca de 4 bilhões de m3 de água. Esse geossistema contém milhares de nascentes e vários mananciais que abastecem a região metropolitana e interiores próximo a Belo Horizonte.


Área de campo rupestre sobre quartzito, na Estação Ecológica de Arêdes.
                         
 O Brasil é o segundo produtor mundial de minério de ferro. Em 2010, foram extraídos no país cerca de 370 milhões de toneladas. A maior parte (cerca de 65%) foi produzida no Quadrilátero Ferrífero, que concentra quase 80% das minas de extração de ferro do país. Atualmente, as áreas outorgadas oficialmente às empresas mineradoras de ferro abrangem cerca de 300 mil km² do território brasileiro, e nelas situam-se mais de 99% dos afloramentos de canga. O Plano Nacional de Mineração, publicado em 2010 pelo Ministério das Minas e Energia, prevê vida útil máxima de 29 anos para todas as reservas lavráveis de ferro conhecidas no país sendo que menos de 1% das áreas de cangas estão incluídas em unidades de conservação. Lembrando mais uma vez, que mesmo assim, a Estação Ecológica de Arêdes corre o risco de perder a área de canga preservada que existe em seu interior, com a lei 21555/2014, que desafeta tacitamente estas áreas para a exploração mineral.


FONTES:
Site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 Flávio Fonseca do Carmo
Felipe Fonseca do Carmo
Iara Christina de Campos
Programa de Pós-graduação em Ecologia,
Conservação e Manejo da Vida Silvestre,
Instituto de Ciências Biológicas,
Universidade Federal de Minas Gerais
e Claudia Maria Jacobi
Departamento de Biologia Geral, Instituto de Ciências
Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais
Artigo publicado na revista Ciência Hoje




Imagem da Estação Ecológica de Arêdes. (foto tirada em dezembro de 2012).


                       "Olho por olho, e o mundo acabará cego".

Mahatma Gandhi








quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bem vindo 2015 !!!



"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."
Carlos Drummond de Andrade.


Imagem da Estação Ecológica de Arêdes.

Desejamos à você que está junto conosco no desafio de estruturar e defender uma unidade de conservação, muita saúde, alegrias, paz e entusiasmo em 2015!!!!

Ótimas festas e que em 2015 as bênçãos desçam sobre você e sua família!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Projeto de lei volta a ameaçar centro histórico de Arêdes!


Uma das estruturas ameaçadas pelo Projeto de Lei nº 3687.

Olá a todos mais uma vez! Hoje no blog veremos a respeito de um assunto que voltou a ameaçar áreas de grande relevância para a Unidade de Conservação de Itabirito. 
No dia 16 de Julho de 2014 foi aprovado na Assembléia Legislativa de Minas Gerais proposição de lei n° 22.287 referente ao Projeto de Lei n° 3687 que dispõe sobre A ALTERAÇÃO DOS LIMITES DA ÁREA DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO PAPAGAIO. Analisando as coordenadas do memorial descritivo da proposição deste PL constatou-se que a alteração na verdade se tratava dos limites da Estação Ecológica de Arêdes. Assim seria retirado da UC áreas de grande importância para conservação, sendo uma delas a região onde se encontram o complexo arqueológico de Arêdes. Em mais uma prova de uso do poder legislativo de maneira equivocada, quanto aos benefícios coletivos, foi votada esta semana tal lei que possibilita a alteração da área da Estação Ecológica de Arêdes.

Imagem da Estação Ecológica de Arêdes.
 O projeto de lei que deu origem a esta nova alteração já havia sido vetado pelo governador Alberto Pinto Coelho, sendo também reprovado pelo IEF, SEMAD e pelo Conselho Consultivo Conjunto da Estação Ecológica Arêdes e do Monumento Natural Serra da Moeda. No entanto, em mais um atentado a biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável, a ALMG toma para si a responsabilidade pela dilapidação do patrimônio natural de Minas Gerais e da memória e história do povo mineiro, através da exposição de um núcleo histórico, remanescente das origens de Minas Gerais, localizado e devidamente protegido dentro da Estação Ecológica de Arêdes.
Lembra-se ainda que esta proposta prejudica duas Unidades de Conservação ao mesmo tempo: Parque Estadual da Serra do Papagaio e Estação Ecológica de Arêdes. A Estação fica prejudicada devido a retirada das áreas das históricas e o PE Papagaio, devido a proposta inicial deste projeto de lei, ter surgido após mais de dois anos de trabalhos de ONGs, sociedade e IEF, visando melhorar a gestão do PE Papagaio. Era uma proposta para melhorar um Parque em outra região de MG e foi corrompida causando ameaças a outra unidade, em área totalmente diferente! Com a substituição da proposta inicial perdem o Papagaio e Arêdes, dois prejuízos com uma corrompida só!




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

" QUE A CHUVA CAIA COMO UMA LUVA... QUE A CHUVA TRAGA, ALIVIO IMEDIATO “ – SERÁ?

Imagem da Estação Ecológica dia 20/10/2014

Olá a todos mais uma vez ! Este ano vêm sendo um ano difícil no que se refere a proteção ambiental e isto está evidente na região da Serra da Moeda e Pico de Itabirito. Com um período de grande seca, muitos cursos d'água próximos da Estação Ecológica de Arêdes e nascentes em alguns pontos da Unidade estão completamente secos (sem contar o córrego do Bugre onde a nascente é um cano(!) devido o rebaixamento do lençol freático).
Nos últimos meses, principalmente entre agosto e o início de outubro, foram registrados vários focos de incêndio florestais em todo o Estado sendo que na região da Unidade de Conservação, cerca de 260 hectares de vegetação de campo e floresta foram queimados, mesmo com a atuação de Brigadistas, Bombeiros e da Força Tarefa Previncêndio. Lembramos que tal ato criminoso, que mata as árvores e plantas em geral, os animais, o solo e os rios, pode levar quem o provoca a pegar de um a quatro anos de reclusão.



Áreas que foram queimadas na Estação Ecológica. (imagens de 29/09/2014)
Além dessas situações, nos meses de agosto e setembro, ocorreram dois trágicos acidentes com vítimas fatais no entorno da Estação, sendo  que ambos estão vinculados a impactos ambientais na Unidade.
No dia 26 de agosto, ocorreu desabamento de túnel (passagem de fauna), em trecho da via de transporte de minério da empresa Vale, sendo que o mesmo permitiria a passagem para caminhões por baixo e na sua parte superior o fluxo da fauna local, visando amenizar a fragmentação causada na Estação Ecológica pela construção da estrada. O desabamento do túnel, além de deixar vítimas fatais e prejudicar ainda mais, o fluxo natural da fauna, gerou dúvidas referentes a confiabilidade dos outros diversos túneis do mesmo tipo que estão distribuídos pela referida via, lembrando que estes outros deverão suportar não a passagem da fauna, mas caminhões com 70 toneladas por cima e moradores da zona rural de Itabirito por baixo. 
Atualmente os destroços do túnel foram retirados, e as atividades das obras de implantação da Via estão em andamento visando a Licença de Operação. 

Local da passagem de fauna antes do empreendimento

                  
                          Local da passagem de fauna no início das obras da Via (início de 2014).
Túnel no qual passaria por baixo da passagem da fauna, dias antes do acidente.
                       
No dia 10 de setembro , na mineração Herculano, também ocorreu acidente com vítimas fatais. Um dos diques (ou baias) da barragem denominada B1 rompeu, causando a morte de três pessoas (uma ainda desaparecida) e grande impacto na região do entorno da Estação e atingindo o corredor ecológico que deve ligar a Estação e o Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda. O Ribeirão do Silva sofreu impacto direto, sendo que o rejeito que estava depositado na barragem desceu para cabeceira do ribeirão e conseqüentemente atingiu o rio Itabirito, conforme foi possível observar nas últimas semanas, (deixando o nosso rio mais turvo do que já é!).
Após estudos realizados para constatar a sua causa, foi gerado relatório preliminar para constatar a causa do acidente, sendo levantado que são necessários novos estudos sobre fenômenos geológicos ocorrentes na área para elucidar os fatos ocorridos.

 Rompimento da barragem da Herculano. (Imagem da internet)
Atualmente a empresa continua com os trabalhos de contenção para evitar que mais lama desça da área, até por que a época da chuva chegou, e isso pode agravar a situação. Este acidente, que ocorreu no período seco, alertou para os riscos que ainda estão por vir no período chuvoso que agora começa. É importante ressaltar que se confirmados os estudos referentes a questão geológica na região, é necessário que seja reavaliada a questão da segurança das barragens em todo o sinclinal moeda, principalmente nas áreas próximas a mineração Herculano.    



Imagem da Estação Ecológica de Arêdes dia 20/10/2014.
                             
Em meio aos acontecimentos citados, a Unidade de Conservação de Itabirito continua a manter sua função de proteger o que ainda resta nesta área tão explorada do entorno do Pico de Itabirito e finalmente, com a chegada da chuva, esperamos que brote junto com a vegetação, uma real consciência da grande importância da preservação de nosso meio ambiente, conforme sempre é lembrado aqui no blog.

                              
Imagem da Estação Ecológica dia 06/11/2014.
"Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço".

Chico Xavier