Sejam bem vindos ao blog da Estação Ecológica de Arêdes ! Aqui Você acompanha o que acontece na Unidade de Conservação situada no município de Itabirito e ainda participa de vários assuntos voltados a importância de conservar o nosso patrimônio natural e histórico cultural.

terça-feira, 3 de maio de 2016

DIA DO SOL

Hoje, dia 03 de maio, comemora-se o Dia do Sol, uma data voltada para a valorização dessa importante estrela que possui profunda relação com a sobrevivência de todas as espécies de seres vivos da Terra. 

Imagem da internet.


O Sol é uma estrela de aproximadamente 4,5 bilhões de anos que não faz parte de nenhuma constelação. Ele está localizado a aproximadamente 150 milhões de quilômetros da Terra e é extremamente quente, atingindotemperaturas entre 6 mil e 15 milhões de graus Celsius. A luz solar é a fonte de energia de todos os seres vivos, sem a qual seria impossível sobreviver. Inicialmente as plantas usam a luz solar em um processo conhecido como fotossíntese, que transforma a energia luminosa em energia química. Essa energia é captada pelos seres que se alimentam dos produtores e, posteriormente, é passada para os consumidores secundários e assim sucessivamente por toda a cadeia alimentar. 

Imagem da internet.

Além de fornecer energia, o Sol exerce outro papel de total relevância, que é aparticipação no ciclo da água. Ele fornece calor suficiente para que a água evapore e os seres vivos transpirem, atuando ativamente na formação das nuvens e, consequentemente, no regime de chuvas. O Sol desempenha também papel econômico, podendo ser utilizado como fonte de energia alternativa. Diferentemente dos combustíveis fósseis e das hidrelétricas, a energia solar não causa danos ao meio ambiente e é uma fonte abundante de energia limpa e renovável. Além das importantes funções ecológicas e econômicas, o Sol também possui um papel essencial na sobrevivência dos seres humanos. É através da exposição solar, por exemplo, que conseguimos produzir a vitamina D, uma substância que fortalece nossos ossos e atua no nosso sistema imunológico.
Imagem da internet.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

A fauna de Arêdes # 5 Campainha-Azul

Imagem do Campainha-Azul, na Estação Ecológica de Arêdes. (Foto: Luiz Gabriel Mazzoni).

Nome Científico: Porphyrospiza caerulescens.

O campainha azul é uma espécie particularmente comum nos campos rupestres ao longo da Serra do Espinhaço, faltando por completo nas áreas de campo de altitude da Serra do Mar e da Mantiqueira (Vasconcelos & Rodrigues, 2010). Nos cerrados do Brasil central em áreas onde os campos rupestres não são encontrados, o campainha azul é geralmente observada nos cerrados rupestres, faltando por completo nas áreas de cerrado típico sobre solos não rochosos, ou em outras fitosionomias mais densas. (Lopes, 2012). Ocorre na Bolívia e Brasil, do Maranhão a sudeste do Pará, Piauí, Bahia, oeste de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Habita áreas de cerrado aberto com pedras e capim ralo (Sick 1997).



Distribuição geográfica da espécie no Brasil. (IBGE)

Durante a reprodução o macho canta em um poleiro próximo ao ninho para delimitar o território.O ninho é em forma de cesto baixo, confeccionado exclusivamente com folhas e hastes florais de gramíneas a poucos centímetros do chão, em meio a arbustos, medindo cerca de 80 milímetros de diâmetro externo e profundidade de 50 milímetros. O ovo é de formato ovóide e mede cerca de 20,4 x 15,4 milímetros. Apresenta coloração creme rosada clara, com algumas poucas e esparsas manchas marrom claras e outras marrom enegrecidas ao redor do polo rombo. O período de incubação é de 14 dias e apenas as fêmeas incubam, mas tanto machos quanto fêmeas se revezam na alimentação dos filhotes (Lima & Buzzetti, 2006).  Na Estação Ecológica de Arêdes o Campainha-Azul foi registrado pela ultima vez nos levantamentos para o Plano de Manejo da Unidade. A espécie é vista em regiões de maior altitude da Estação Ecológica de Itabirito.  


Fontes: sites wikiaves e IBGE.





quarta-feira, 23 de março de 2016

Mensagem da Mãe Natureza. Pelas florestas, pelas águas, pela vida!

Olá companheiros da conservação! Assistam ao vídeo produzido pela equipe da Estação Ecológica de Arêdes, que contém imagens da  Unidade de Conservação de Itabirito - MG.

sexta-feira, 11 de março de 2016

A Hora do Planeta 2016 !

Olá pessoal ! A "Hora do Planeta" deste ano será no sábado dia 19 de março, e nós da Estação Ecológica convidamos a todos para participar deste movimento. Ano passado o evento realizado pela ong WWF aconteceu em 28 de março e bateu o recorde de participação de cidades brasileiras com a adesão de 185 municípios, incluindo todas as capitais e o Distrito Federal. 

Vamos todos participar, use seu poder !

Imagem site WWF.


Fonte: Site WWF.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A fauna de Arêdes # 4 A Onça Parda


Foto de Onça Parda. (Imagem da internet).
Nome Científico - Puma Concolor.

É o maior membro da subfamília Felinae, medindo até 155 cm de comprimento, sem a cauda, e pesando até 72 kg, com porte semelhante ao do leopardo (Panthera pardus), sendo o segundo maior felídeo das Américas. Possui coloração variando do cinzento ao marrom-avermelhado, com a ponta da cauda de cor preta, áreas laterais do focinho e ventre de cor brancas. Os filhotes nascem com manchas escuras na pelagem, que geralmente persistem até 14 semanas de idade. Possui as mais longas patas traseiras dentre os felinos. Vivem em média, entre 7,5 e 9 anos de idade.   

Imagem da internet.

                                                  

 A Onça parda já foi extinta em grande parte de sua distribuição na América do Norte e em algumas localidades das Américas Central e do Sul. As principais causas disso são a caça, seja por esporte ou retaliação por ataques ao gado, fragmentação e destruição do habitat, e em áreas muito populosas, atropelamentos. A única população que resta no leste dos Estados Unidos está na Flórida e é um bom exemplo dos efeitos deletérios do isolamento populacional. Apesar disso, existe uma tendência de recolonização do centro-leste norte-americano. 


Imagem da internet. 
Na Estação Ecológica de Arêdes, já foram encontrados rastros da onça parda, atravez de pegadas e fezes. O rastro mais rescente avistado na Unidade de Conservação de Itabirito foi em dezembro de 2015, onde observou-se pegadas do bichano próximo a um curso d'água da Estação.   

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Em 2016 mais amor e menos terror, pois quem ama guarda menos lama!

Foto de Orquídea registrada dia 05/01/2016, na Estação Ecológica de Arêdes.
Olá a todos mais uma vez! E se foi mais um ano!! E nós aqui da Estação Ecológica de Arêdes gostaríamos de desejar que em 2016, vocês prosperem de forma sustentável de verdade. Melhor que desejar apenas um próspero ano novo, é desejar um sustentável ano novo. Que todos consigam realizar seus sonhos e objetivos mas sem se esquecer do impacto na vida do próximo, no meio ambiente e no futuro dos nossos filhos.
Gostaríamos de agradecer a todos que ajudam de alguma forma na proteção da Unidade de Conservação de Itabirito, e também, a todos que se preocupam realmente com a causa da preservação do patrimônio natural e histórico: obrigado por estarem conosco nesta jornada. Muitos são os capítulos na nossa vida, porém, grande beleza desta história está nas personagens, como vocês, que se mantêm sempre presentes iluminando essa jornada. Que as realizações alcançadas em 2015, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso a cada ano novo!  
Imagem da internet. (Blog Faunashouse).

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." 
                                 (Chico Xavier)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Então é Natal...

A Estação Ecológica de Arêdes deseja a todos um natal com muita PAZ e AMOR!
Imagem da internet.

Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas. É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações. É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.
O Natal é um dia festivo e esperamos que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que este momento traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.



Que o nosso presente neste natal seja a máquina da reciclagem! Para reciclagem de ideias, reciclagem de pontos de vista, reciclagem de postura e reciclagem de emoções. Estes são os votos da equipe da Estação Ecológica de Arêdes!






sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Enquanto isso, o Lobo-Guará caminha em Arêdes...

Olá a todos mais uma vez. Bom, na Estação Ecológica de Arêdes é assim, a cada dia nos deparamos com espécies diferentes da fauna, e entre as espécies, algumas são vistas com maior frequência, entre elas estão: A ave Maxalalagá, a Cobra Coral, a Seriema e o Lobo Guará.


                                       
                      Vídeo de Lobo-Guará caminhando na região da estação Ecológica de Arêdes. Vídeo feito por "Saul".

 O vídeo que compartilhamos acima mostra a visualização mais recente que ocorreu na região da Estação Ecológica de Arêdes, trata-se da espécie endêmica da América do Sul  Chrysocyon brachyurus, o lobo-guará. A filmagem foi feita pelo Segurança popularmente conhecido como "Saul", este responsável por colaborar na vigilância na região de Arêdes, passava pela estrada em sua ronda e conseguiu registrar o canídeo que passava tranquilamente no momento.  
O Lobo-Guará vem sendo acompanhado na região da Estação Ecológica de Itabirito e por ter hábitos predominantemente solitários  é um animal territorialista, assim sempre deixa vestígios em pontos específicos. Sua área de vida é ampla, variando de 40 a 123 km², dependendo da estação do ano e da disponibilidade de alimento. Hoje a Estação Ecológica de Arêdes pode ser considerada um refúgio para o Guará.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Até quando?






Olá a todos, analisando os recentes e tristes fatos, primeiramente, nós da Estação Ecológica de Arêdes gostaríamos de desejar os sinceros sentimentos as famílias de Bento Rodrigues e demais atingidos, que Deus  conforte o coração de todos. Dentro do contexto histórico, é possível ver nitidamente que já passou da hora de mudarmos a rota nas exigências e no processo de extração e beneficiamento mineral. Levando em conta que já existem possibilidades e alternativas técnicas que além de reduzir o consumo de água no processo de beneficiamento, eliminaria as barragens de rejeitos oriundos da lavagem do minério de ferro. Até quando nós, a sociedade, vamos permitir a existência desse empreendimento degradante e arriscado? Entende-se como empreendimento degradante não só as barragens de rejeito mas todo tipo de empreendimento minerário que recebe todo tipo de facilidades e prioridades sob a justificativa de que são essenciais para a economia mineira, colocando em risco perpétuo o bem estar e a sobrevivência de todos.
A seguir, texto que retrata acontecimentos que acompanham a trajetória da mineração durante séculos.


MINERAÇÃO E TRAGÉDIAS EM MINAS GERAIS. ATÉ QUANDO ?


Marcos Paulo de Souza Miranda


Coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais.


Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais





Mas um lado funesto decorrente das atividades minerárias ao longo de mais de três séculos de exploração é ainda pouco conhecido: a perda de vidas humanas e a destruição do meio ambiente em episódios recorrentes na história do povo mineiro.
Tratando sobre a extração de ouro no Morro de Pascoal da Silva, em Vila Rica, em 1717, o Conde de Assumar deixou registrado em seu diário que os negros faziam “huns buracos mui profundos aonde se metem, e pouco a pouco vão tirando a terra para a lavar; porém esta sorte de tirar ouro he mui arriscado, porque sucede muitas vezes cahir a terra e apanhar os negros debayxo deitando-os enterrados vivos”.
O Barão de Langsdorff, ao percorrer região de Mariana em 1824, registrou: “passamos por um vale pobre e árido, por onde ocorre o rio São José, turvo pela lavação do ouro e em cujas margens se veem montes de cascalhos, alguns até já cobertos de capim. É difícil imaginar uma visão mais triste do que a deste vale, outrora tão rico em ouro”
Em meados de 1844, na Mina de Cata Branca, município de Itabirito, à época  alvo da exploração aurífera por uma empresa britânica, houve o desabamento da galeria explorada e soterramento de dezenas de operários escravos. Segundo os registros,  dias depois do acidente ainda eram ouvidas vozes e gemidos dos negros em meio aos escombros.  Ante a dificuldade de resgate, foi tomada a decisão de se desviar um curso d’água para inundar a mina, matando os pobres trabalhadores sobreviventes afogados, ao invés de espera-los morrer de fome.
Sobre o fato, José Pedro Xavier da Veiga deixou registrado nas suas célebres Efemérides Mineiras: “E lá estão enterradas naquele gigantesco túmulo da rocha as centenas de mineiros infelizes, que encontraram a morte perfurando as entranhas da terra para lhe aproveitar os tesouros. A mina conserva escancarada para o espaço uma boca enorme rodeada de rochas negras e como que aberta numa contorção de agonia”.
Em 21 de novembro de 1867, na Mina de Morro Velho, em Nova Lima, um desabamento matou dezessete escravos e um trabalhador inglês. Dezenove anos mais tarde, em 10 de novembro de 1886, a história se repetiu em Morro Velho.
Mais recentemente, rompimentos de barragens nas minas de Fernandinho (1986) e Herculano (2014), em Itabirito;  Rio Verde (2001), no Distrito de Macacos, em Nova Lima; e da Mineração Rio Pomba (2008), em Miraí, redundaram em dezenas de outras mortes e prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.
No último dia 05 de novembro de 2015, em Mariana, o rompimento de duas barragens da empresa Samarco soterrou quase integralmente o Distrito de Bento Rodrigues, ceifou vidas, destruiu dezenas de bens culturais e danificou de forma severa os recursos ambientais  de vasta extensão da Bacia do Rio Doce.
Todos sabem que a história é mestra da vida e os fatos adversos  por ela registrados devem servir de alerta para o futuro, para que os erros não sejam repetidos.
O aprendizado com os equívocos de antanho deveria impor ao setor minerário da atualidade uma completa mudança de paradigmas. Afinal, temos condições de sermos  autores da nossa própria história e não podemos admitir a repetição reiterada desses desastres como algo normal, inerente às atividades econômicas de Minas Gerais.
Entretanto, percebemos que ainda se avultam as inconsequentes condutas induzidas pela ambição do lucro fácil e pelo desdém aos direitos alheios, não raras vezes secundadas pela omissão ou incompetência de autoridades públicas responsáveis pelos processos de licenciamento ambiental, que se contentam com a adoção de tecnologias ultrapassadas em empreendimentos de alto risco, que raramente são fiscalizados.
A anunciada flexibilização do licenciamento ambiental pelo Governo de Minas, com o nítido propósito de beneficiar, entre outros, o seguimento dos empreendimentos de mineração,  segue na contramão do que a sociedade  mineira espera e precisa:  segurança e respeito aos seus direitos.
É hora de dizer um basta.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Parabéns as nossas crianças!


Imagem da intenet. (Fonte da imagem - Site Megacurioso)
Ser criança é assim... Correr até acabar o fôlego, rolar pelo chão sem medo de se sujar, falar o que vier na cabeça e fazer de qualquer coisa uma brincadeira. Época da vida da qual temos saudades quando envelhecemos. Ontem, dia 12 de outubro foi celebrado mais um Dia das Crianças, data dedicada a todos esses pequenos seres, que têm a inocência como principal característica. Este é um bom momento para lembrarmos não só de valorizar a vitalidade infantil, mas também procurar resgatar a essência da criança. Atualmente vivemos uma realidade difícil, com tantas desigualdades e coisas ruins que vivenciamos no dia a dia  que às vezes queremos voltar à infância, à época de fantasias, convivência com os pais, tendo nosso próprio mundo, sem as várias preocupações do cotidiano, as decepções e  constantes pressões. 


Imagem da internet.

Devemos ter a consciência que as criança não viverão no mesmo mundo em que vivemos, pois o mesmo esta em constante transformação, e somos nós que de certa forma moldamos essa transformação. Portanto, as crianças deveriam ter o direito de poder pelo menos vivenciar o que nós vivenciamos hoje, e não terem que criar soluções para resolver os problemas que nós deixarmos. Um dia desses questionei a uma criança de oito anos  sobre guerra nuclear e ela disse: “Eu acho que os adultos têm inveja porque eles vão morrer, e a gente, criança, é que vai ficar, e aí, eles querem destruir o mundo”. Talvez essa criança tenha até certa razão no que diz. Cada vez mais o ser humano se preocupa "no que pode ter" e esquece da responsabilidade de "o que deve ser" para garantir um futuro de qualidade para as futuras gerações, da mesma forma que nossos ancestrais garantiram para nós.


Imagem da Internet.

Viva o momento presente da vida, mas não mate o espírito de criança que ainda pode viver em você. Cultive a simplicidade, o mundo de sonhos, alegria, o amor à natureza e a confiança em Deus. Essa é a mensagem que nós da Estação Ecológica de Arêdes deixamos a todos pelo dia das crianças. Que todos possam refletir sobre o que realmente queremos deixar para nossos futuros descendentes. E o que devemos SER de fato, para garantir isso?