Sejam bem vindos ao blog da Estação Ecológica de Arêdes ! Aqui Você acompanha o que acontece na Unidade de Conservação situada no município de Itabirito e ainda participa de vários assuntos voltados a importância de conservar o nosso patrimônio natural e histórico cultural.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

PARA ALÉM DA SEMANA DO MEIO AMBIENTE


Peculiares belezas da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto \ Junho de 2022)

    Olá amigas e amigos da conservação e da vida! Nesta semana estamos comemorando a Semana do Meio Ambiente, que marca o dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. Mas de fato, o que isso significa? 

        Para além da data (importante principalmente por propôr reflexões acerca da preservação ambiental) o que o Meio Ambiente significa para cada um de nós? Cada pessoa é um vasto universo  e naturalmente os significados que criamos com as nossas vivências são únicas. Assim, é impossível termos a mesma relação com o ambiente pois somos todos diferentes. 
         
          Mas independente das diferentes opiniões e percepções humanas existentes na face deste planeta a qual denominamos Terra, nossas escolhas sempre terão uma ação (lembrando que a não ação também é uma ação) que irá impactar o todo. Isso ocorre pois SOMOS parte deste todo. 

 
Uma das várias e singulares arvoretas tortuosas que ilustram as paisagens da região de Arêdes
 (foto / junho de 2022)

          
INTEIRO
não apenas um Meio;
O Meio Ambiente
O Meio Ambiente é a INTEIRA vida da gente;
O Meio Ambiente são as INTEIRAS águas dos rios e o broto da semente;
O Meio Ambiente é INTEIRAMENTE complexo e inteligente;
O Meio Ambiente é o INTEIRO trigo do pão e o café quente;
O Meio Ambiente é o INTEIRO berço inerente;
O Meio Ambiente é INTEIRO;
É o todo
É todos
É o bolo
É o ouro
É Água
É Vida
É Árvore
É Folha
É tronco 
É raiz

Carlos Castilho/08/06/2022



    Com este poema em forma de árvore que saiu quase que por acaso, fruto de uma reflexão oriunda da inspiração e vontade de expressar em palavras um pouco deste "todo" que a natureza representa, poderia encerrar este post. Mas antes, compartilho com vocês mais um pouco das  obras cênicas da mãe natureza, presentes na região da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 

    Lembrando que além das belezas naturais e funções ecológicas vitais que a natureza nos proporciona, o respeito e cuidado de todos os dias para com este organismo vivo é um dever de todos os seres pensantes e viventes, pois dele somos inteiramente parte.

Viva o Meio Ambiente, ou melhor, o INTEIRO AMBIENTE!

Auréola de poácea em campo rupestre ferruginoso. (Foto junho 2022). 

Auréola de poácea em destaque. (Foto/ Junho 2022).


Textura das "Mini Vellozias" que compõem  jardins rupestres de Arêdes. (Foto Junho de 2022).


A luz do Sol nutrindo de vida a Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto / Junho 2022)


    

terça-feira, 3 de maio de 2022

CORREDORES ECOLÓGICOS E A SINERGIA DAS ÁREAS PROTEGIDAS

Pôr do sol no Monumento Natural Estadual Serra da Moeda.
Foto tirada da Estação Ecológica de Arêdes (28/04/2022).

    Olá amigas e amigos da conservação e da vida! Esperamos que todos se encontrem bem, e que a saúde e a paz possam permear nossas vidas após este período complicado no qual passamos nos últimos anos. Tiremos as máscaras do individualismo, e seguimos juntos em prol do bem social coletivo! E nesse clima de união e perseverança damos início ao tema deste post, o qual irá apresentar conceitos e aspectos ligados aos Corredores Ecológicos, bem como sua importância como mecanismo de conectividade de ambientes prioritários para conservação ambiental visando manter a sinergia ecossistêmica além de fomentar benefícios socioambientais. Inclusive, a foto inicial deste post é de um pôr do sol no Monumento Natura Estadual da Serra da Moeda e foi tirada da região da Estação Ecológica Estadual de Arêdes, duas Unidades de Conservação (U.C's) que já exercem tal função devido sua proximidade, entretanto ainda existe a necessidade de mecanismos legais para auxiliar na definição territorial e gestão destes espaços.


Algumas instituições responsáveis por viabilizar o manejo das áreas protegidas.
Unesco na escala global, ICMBio na escala federal e o IEF na Estadual.

    Se tratando dos aspectos legais, os Corredores Ecológicos agem como instrumento de gestão e ordenamento territorial, definido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei 9.985, de 18 de julho de 2000). Conforme pontua o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, "O propósito maior desta estratégia de integração é buscar o ordenamento do território, adequar os passivos ambientais e proporcionar a integração entre as comunidades e as Unidades de Conservação, compatibilizando a presença da biodiversidade, a valorização da "sociobiodiversidade" e as práticas de desenvolvimento sustentável no contexto regional".

Estação Ecológica Estadual de Arêdes, área de conectividade entre a EEEA
 e  áreas  limítrofes preservadas. (02/05/2022).


     Através do projeto "Corredores Ecológicos: unindo florestas e articulando forças" do IEF, as ações de conectividade de áreas prioritárias para a conservação vem sendo fomentadas. O Decreto Estadual NE nº 397, estabeleceu o primeiro Corredor Ecológico no âmbito do Estado de Minas Gerais, denominado Corredor Ecológico Sossego-Caratinga (CESC), abrangendo um total de 66.424,56 há e interligando as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) Mata do Sossego e Feliciano Miguel Abdala e abrangendo sete municípios na Região Rio Doce e Mata de Minas Gerais. Assim, em Minas Gerais, considerando as áreas de abrangência das U.C's estaduais, os corredores ecológicos podem ser classificados da seguinte maneira (IEF, 2017): 

     Macro-corredores: Grandes corredores que conectam UCs em diferentes regiões do Estado, ou entre Estados da Federação. 

    Meso-corredores: corredores intermediários com a função de conectar UCs, fragmentos importantes e criar rotas alternativas de conectividade. A área de abrangência pode envolver mais de um município. 

   Micro-corredores: implantados em escala municipal e/ou intermunicipal, possuem a função essencial de conectar fisicamente pequenos fragmentos florestais, Reservas Legais, APPs, Unidades de Conservação e outras áreas especialmente protegidas. 

               Na Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, criada em 2005 pelo Program Man and the Biosphere da UNESCO, a Estação Ecológica Estadual de Arêdes foi considerada uma de suas áreas núcleo, amparado pelos critérios do SNUC, para Unidades de Conservação de Proteção Integral. 

               Com o objetivo de garantir a manutenção dos processos ecológicos nas áreas de conexão entre Unidades de Conservação e regiões prioritárias para a conservação, os corredores ecológicos permitem a dispersão de espécies, a recolonização de áreas degradadas, o fluxo gênico e viabilização de populações que demandam mais do que o território de uma unidade de conservação para sobreviver possam ter "caminhos" preservados.  A Onça Parda, por exemplo, é uma espécie que foi registrada tanto na Estação Ecológica Estadual de Arêdes como também no Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda. Conforme levantado pelo biólogo especialista em mastofauna Gabriel Magezi, responsável por diagnósticos ambientais nos Planos de Manejo de ambas U.C's, "assim como o lobo-guará, a onça-parda pode ultrapassar os 100 km² e provavelmente a EEE de Arêdes seja utilizada como uma parte da área de vida de indivíduos desta espécie."
              

Vista panorâmica com destaque a região da EEEA na qual exerce a função
de corredor ecológico. Foto tirada do Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda. (08/04/2022).

         
                A Estação Ecológica Estadual de Arêdes, devido sua localização,  atua como área estratégica no que tangem ações integradas de gestão, pois além de fazer parte da Reserva da Biosfera e realizar a função de importante corredor ecológico, mantêm preservado testemunho das peculiaridades ecológicas da "Serra das Serrinhas", e seu grande acervo histórico e patrimonial inseridos nesta localidade do município de Itabirito.


 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Arêdes e as paisagens do legado de Minas Gerais

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes
Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 

Olá amigos da conservação e da vida! Esperamos que todos se encontrem bem! Hoje, aqui no blog, vamos tecer alguns assuntos e reflexões sobre o conceito de "Paisagem". A forma como nós compreendemos o mundo a partir de nossos sentidos está completamente ligada a nossa percepção da paisagem. 

A relação que criamos com os diferentes lugares que temos a oportunidade de experienciar contribui diretamente com nossa forma de enxergar o mundo. Assim, independentemente da região a qual habitamos, as paisagens representam muito mais do que palcos para nossas ações. Todos os elementos existentes em determinada paisagem devem ser respeitados, sejam naturais ou artificiais. 

Imagem de "recorte" da paisagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Imagem 2019).

Atividades como o corte de árvores nativas, tratamento do solo, criação de animais domésticos, construção de edifícios, estradas asfaltadas, perfuração de montanhas para abertura de minas ou túneis e até lançamentos de resíduos no ar e cursos d'água alteram diretamente as propriedades e características naturais do ambiente. Podendo assim, modificar as paisagens bem como suas funções ecológicas.  

A existência de áreas protegidas por lei é um mecanismo existente para possibilitar a proteção de aspectos naturais e culturais necessários tanto para manter atributos naturais necessários para a sobrevivência humana bem como para possibilitar métodos de gestão socioambiental estratégicas para o desenvolvimento de forma equilibrada. 

A Estação Ecológica Estadual de Arêdes é uma destas áreas protegidas a qual abriga além de atributos naturais únicos, um vasto acervo da história de Itabirito e Minas Gerais. Um legado da humanidade que apresenta em sua paisagem, as belezas raras da natureza em suave diálogo com as marcas das relações antrópicas existentes ao decorrer da história. História esta que nós fazemos parte, ao mesmo tempo que ajudamos a escrever.  

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.
Ao fundo, imagem do Monumento Natural Estadual Pico do Itabirito. 


 “A paisagem existe, através de suas formas, criadas em momentos históricos diferentes, porém coexistindo no momento atual”. 

                                                                                                                                   (Milton Santos). 

domingo, 14 de junho de 2020

10 anos de criação da Estação Ecológica Estadual de Arêdes


imagem de borboleta sobre flor em uma das áreas de recuperação ambiental na
Esatção Ecológica Estadual de Arêdes.(foto tirada dia 09/06/2020).

Olá amigos da conservação! Hoje, dia 14 de junho de 2020, a Estação Ecológica Estadual de Arêdes completa 10 anos de ações em prol da conservação de recursos naturais e culturais da nossa região! Gratidão  a todos os parceiros e amigos que fazem parte desta história! Aqui no blog, desde 2012 é possível acompanhar a jornada desta Unidade de Conservação situada em uma região com atributos naturais e culturais únicos! Continuem acompanhando esta história juntos conosco!

"Estação Ecológica Estadual de Arêdes, a 10 anos cuidando do nosso patrimônio natural e cultural!"

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ARÊDES, CONHECER E PRESERVAR - Mês do Meio Ambiente -

Olá amigos da conservação! Hoje chegamos ao final da semana de post's em nome do mês do meio ambiente. Lembrando que no próximo dia 14 de junho, comemoramos 10 anos que a Estação Ecológica Estadual de Arêdes foi criada! A equipe da Estação Ecológica Estadual de Arêdes agradece a todos os parceiros e amigos que somam conosco nesta caminhada. Gratidão! 

Assim, para fechar os post's do Mês do meio ambiente, segue este registro fotográfico de um dos monitoramentos  recentes na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. É possível ver o Monumento Natural Estadual do Pico de Itabirito (a esquerda), o "Morro da Estrada do Prata de Arêdes" (a direita) e em primeiro plano área de campo rupestre ferruginoso na Estação Ecológica Estadual de Arêdes,  região conhecida também como Morro de Canga de Arêdes. Área definida como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera do Espinhaço (UNESCO).

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto acervo da EEEA).

quinta-feira, 11 de junho de 2020

A FAUNA DE ARÊDES edição especial - Mês do Meio Ambiente

Sejam bem vindos amigos da conservação! Este mês, a série a "Fauna de Arêdes" não irá descrever uma espécie conforme ocorre normalmente. Em nome do mês do meio ambiente iremos compartilhar com vocês, informações sobre um pouco dos dados e levantamentos referente a fauna que ocorre na estação Ecológica estadual de Arêdes! 
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Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto acervo da U.C).


A Fauna de Arêdes:

Apifauna

Foram constatadas na EEE de Arêdes 51 indivíduos de 4 famílias, 11 tribos, 13 genêros e 4 espécies conforme dados primários. A família melhor representada neste estudo foi a Apidae e a Tribo que melhor representou esta família foi a Bombini, composta por abelhas do gênero Bombus, popularmente conhecidas por mamangavas. Com a incorporação dos dados secundários confirmou-se o encontro de alguns gêneros de abelhas da família Apidae para a localidade, tais como Bombus, Xylocopa, Eufrisea, Centris, Epicharis, Exomalopsis, Euglossa e Melipona. O que há de grande relevância neste estudo foi a possibilidade do encontro e registro de indivíduos de alguns desses gêneros, que se encontram no status de conservação como ameaçada ou criticamente em perigo, tais como Bombus e Xylocopa, nas listas de espécies ameaçadas (no nível Estadual, Nacional e Internacional).

·          Ictiofauna

Em geral, os ambientes amostrados para a ictiofauna na EEE de Arêdes estão localizados em altitudes médias elevadas e são sistemas tipicamente lóticos de pequeno porte, rasos, de águas frias, bem oxigenadas e de valores, via de regra, baixos para condutividade, sólidos totais dissolvidos e pH.
Foram encontrados 144 indivíduos. Destes, constatou-se 11 espécies de peixes pertencentes à seis famílias presentes nos sistemas hídricos da EEE de Arêdes e em seu entorno imediato. A ictiofauna da EEE de Arêdes e de seu entorno imediato é constituída majoritariamente por espécies de pequeno porte, em populações pouco numerosas e de distribuição restrita entre os sistemas, exceto por táxons de maior porte e capacidade natatória, tais como Astyanax scabripinnis, Hoplias cf. malabaricus, Cetopsorhamdia iheringi e Rhamdia quelen, que podem se dispersar para além dos córregos e riachos da região. Ressalta-se o registro de uma espécie de Hypostominae ainda não descrito pela Ciência que parece restrita a poucos locais e apresenta baixa abundância observada (apenas dez exemplares até o momento), sendo aparentemente raro na região da UC.
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      Herpetofauna

A maioria das espécies foi registrada no interior da vegetação arbórea secundária e áreas de Cerrado com proximidade a algum recurso hídrico (lago, riacho, entre outros). Poucos espécimes foram encontrados em áreas abertas sem presença de vegetação e/ou recurso hídrico e estes, possivelmente, estavam em deslocamento para outras áreas.
Foi possível registrar, para a área de influência da EEE de Arêdes, 34 espécies sendo 21 de anfíbios e 13 de répteis. No que se refere aos anfíbios, as espécies distribuem-se em oito famílias: Bufonidae, Caeciliidae, Craugastoridae, Hylidae, Leptodactylidae, Centrolenidae, Brachycephalidae e Cycloramphidae. Os répteis pertencem à nove famílias: Polychrotidae, Tropiduridae, Teiidae, Viperidae, Leiosauridae, Dipsadidae, Elapidae, Gekkonidae e Mabuyidae.
Quando considerados também os dados secundários, a EEE de Arêdes e seu entorno possuem potencial para 70 espécies entre répteis e anfíbios.
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Imagem da ave Fim-Fim (Euphonia chlorotica) na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 
(Foto do acervo da U.C).

Avifauna

Os dados obtidos durante os estudos para o Plano de Manejo da EEE de Arêdes apontam a existência de uma avifauna rica e diversificada nesta UC, contando com táxons endêmicos do Cerrado e da Mata Atlântica, bem como espécies raras e ameaçadas de extinção. Os estudos resultaram no registro de 186 espécies de aves, distribuídas em 46 famílias. A família mais bem representada foi Tyrannidae com 33 táxons, seguida por Thraupidae, com 26. Após a incorporação dos dados secundários os resultados são ainda mais notórios, alcançando um total de 217 espécies de aves, distribuídas em 47 famílias.

  Mastofauna

Um total de 30 espécies de mamíferos terrestres de pequeno, médio e grande portes foram registradas na região da EEE de Arêdes. Em geral todas as espécies são comuns e de ampla distribuição no Cerrado e na Mata Atlântica. Se considerados os dados museológicos e de outros trabalhos realizados na região, o número total de mamíferos que potencialmente podem ocorrer na EEE de Arêdes e região de entorno eleva-se para 71 espécies distribuídas em nove ordens e 24 famílias.
As espécies mais abundantes encontradas na comunidade de pequenos mamíferos na EEE de Arêdes foram os roedores Necromys lasiurus e Cerradomys subflavus. Quanto aos mamíferos de médio e grande portes, foram registrados 21 espécies distribuídas em 6 Ordens e 13 Famílias, com destaque para o lobo-guará Chrysocyon brachyurus, onça-parda Puma concolor, gato-do-mato Leopardus sp, raposa-do-campo Lycalopex vetulus, tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla e o sauá Callicebus nigrifons.


Imagem de pegada do Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto do acervo da U.C).

Fonte:
Plano de Manejo da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

PROGRAMA ENDEREÇO VERDE, MEU IPê - Mês do Meio Ambiente -

Olá amigos da conservação ! Hoje, falaremos sobre uma  ação de educação ambiental que têm o objetivo de incentivar o plantio de árvores (Ipê) na cidade de Itabirito, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas, Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 



Algumas das placas do projeto "Endereço Verde, meu IPê".


O Programa "Endereço Verde - Meu IPê" já plantou mais de 160 mudas de Ipê no município de Itabirito em menos de 8 meses, distribuindo-as no Parque Ecológico, Campo de malha da COAB (em frente ao Poliesportivo), 1ª escadaria do São Cristovão, Gutierrez (Rua José Amaro Cordeiro, perto da casa nº 331), Gutierrez (pracinha  de frente a Escola Ana Amélia Queiroz), Avenida José Farid Rahme, Acesso 2 (Jardim do bairro Agostinho Rodrigues sentido radar da BR-356), IFMG-Campus Avançado de Itabirito, Loteamento Estância Real (Novo itabirito) e Bairro Padre Adelmo.
Todas as mudas foram catalogadas, com a identificação da coordenada geográfica, condição, DAP e altura. O programa foi tão bem recebido que foi acrescentada, a placa de identificação, o cuidador da respectiva muda. É importante destacar que o Programa foi abraçado pela equipe do Parque Ecológico de Itabirito, que atua diretamente no plantio e monitoramento das árvores.
Daqui a alguns anos, a cidade estará repleta de flores anunciando a chegada da primavera! Em tempos tão difíceis, ações como esta demonstram que cuidar do meio ambiente precisa ser um ato contínuo! Que sejamos melhores e façamos sempre mais! Viva o Dia Mundial do Meio Ambiente!

Confecção das placas de maneira artesanal:

  


Entenda o Programa "Endereço Verde - Meu Ipê"

Você sabia que qualquer equipamento de informática (computadores, impressoras, etc.) ligado a uma rede possui uma identificação única chamada IP?
Você sabia que a árvore Ipê é uma espécie brasileira nativa em nossa região, que floresce no final do inverno e início da primavera? Existem aproximadamente dez espécies diferentes, cada qual apresentando uma tonalidade. O mais comum é o Ipê-Amarelo, mas podemos ainda destacar o ipê-branco e o roxo.  Elas crescem devagar e podem atingir até 30 metros de altura, mas a maioria mede de 7 a 15 metros.
Juntando as definições de IP e Ipê, surgiu o Programa "Endereço Verde - Meu IPê", que tem como objetivo "criar" um endereço verde único para prédios públicos e instituições de ensino.
Na primeira etapa será plantada pelo menos uma muda de ipê (rosa, roxo ou branco, pois o amarelo já se destaca na cidade) em cada instituição participante, que será responsável por cuidar do exemplar, divulgando nas redes sociais do IEF e da Prefeitura de Itabirito as etapas de crescimento até sua floração. O ponto do plantio será georreferenciado e disposto em um mapa contendo a descrição da espécie e sua respectiva instituição.
Na segunda etapa, já com o ipê florido em meados de agosto/setembro, poderemos identificar as instituições participantes por seu endereço verde, ou seja, seu Ipê.
Assim, em alguns anos, nossos prédios públicos terão destaque no meio da paisagem de concreto. Participe e faça a adesão de sua instituição!