Sejam bem vindos ao blog da Estação Ecológica de Arêdes ! Aqui Você acompanha o que acontece na Unidade de Conservação situada no município de Itabirito e ainda participa de vários assuntos voltados a importância de conservar o nosso patrimônio natural e histórico cultural.

domingo, 14 de junho de 2020

10 anos de criação da Estação Ecológica Estadual de Arêdes


imagem de borboleta sobre flor em uma das áreas de recuperação ambiental na
Esatção Ecológica Estadual de Arêdes.(foto tirada dia 09/06/2020).

Olá amigos da conservação! Hoje, dia 14 de junho de 2020, a Estação Ecológica Estadual de Arêdes completa 10 anos de ações em prol da conservação de recursos naturais e culturais da nossa região! Gratidão  a todos os parceiros e amigos que fazem parte desta história! Aqui no blog, desde 2012 é possível acompanhar a jornada desta Unidade de Conservação situada em uma região com atributos naturais e culturais únicos! Continuem acompanhando esta história juntos conosco!

"Estação Ecológica Estadual de Arêdes, a 10 anos cuidando do nosso patrimônio natural e cultural!"

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ARÊDES, CONHECER E PRESERVAR - Mês do Meio Ambiente -

Olá amigos da conservação! Hoje chegamos ao final da semana de post's em nome do mês do meio ambiente. Lembrando que no próximo dia 14 de junho, comemoramos 10 anos que a Estação Ecológica Estadual de Arêdes foi criada! A equipe da Estação Ecológica Estadual de Arêdes agradece a todos os parceiros e amigos que somam conosco nesta caminhada. Gratidão! 

Assim, para fechar os post's do Mês do meio ambiente, segue este registro fotográfico de um dos monitoramentos  recentes na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. É possível ver o Monumento Natural Estadual do Pico de Itabirito (a esquerda), o "Morro da Estrada do Prata de Arêdes" (a direita) e em primeiro plano área de campo rupestre ferruginoso na Estação Ecológica Estadual de Arêdes,  região conhecida também como Morro de Canga de Arêdes. Área definida como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera do Espinhaço (UNESCO).

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto acervo da EEEA).

quinta-feira, 11 de junho de 2020

A FAUNA DE ARÊDES edição especial - Mês do Meio Ambiente

Sejam bem vindos amigos da conservação! Este mês, a série a "Fauna de Arêdes" não irá descrever uma espécie conforme ocorre normalmente. Em nome do mês do meio ambiente iremos compartilhar com vocês, informações sobre um pouco dos dados e levantamentos referente a fauna que ocorre na estação Ecológica estadual de Arêdes! 
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Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto acervo da U.C).


A Fauna de Arêdes:

Apifauna

Foram constatadas na EEE de Arêdes 51 indivíduos de 4 famílias, 11 tribos, 13 genêros e 4 espécies conforme dados primários. A família melhor representada neste estudo foi a Apidae e a Tribo que melhor representou esta família foi a Bombini, composta por abelhas do gênero Bombus, popularmente conhecidas por mamangavas. Com a incorporação dos dados secundários confirmou-se o encontro de alguns gêneros de abelhas da família Apidae para a localidade, tais como Bombus, Xylocopa, Eufrisea, Centris, Epicharis, Exomalopsis, Euglossa e Melipona. O que há de grande relevância neste estudo foi a possibilidade do encontro e registro de indivíduos de alguns desses gêneros, que se encontram no status de conservação como ameaçada ou criticamente em perigo, tais como Bombus e Xylocopa, nas listas de espécies ameaçadas (no nível Estadual, Nacional e Internacional).

·          Ictiofauna

Em geral, os ambientes amostrados para a ictiofauna na EEE de Arêdes estão localizados em altitudes médias elevadas e são sistemas tipicamente lóticos de pequeno porte, rasos, de águas frias, bem oxigenadas e de valores, via de regra, baixos para condutividade, sólidos totais dissolvidos e pH.
Foram encontrados 144 indivíduos. Destes, constatou-se 11 espécies de peixes pertencentes à seis famílias presentes nos sistemas hídricos da EEE de Arêdes e em seu entorno imediato. A ictiofauna da EEE de Arêdes e de seu entorno imediato é constituída majoritariamente por espécies de pequeno porte, em populações pouco numerosas e de distribuição restrita entre os sistemas, exceto por táxons de maior porte e capacidade natatória, tais como Astyanax scabripinnis, Hoplias cf. malabaricus, Cetopsorhamdia iheringi e Rhamdia quelen, que podem se dispersar para além dos córregos e riachos da região. Ressalta-se o registro de uma espécie de Hypostominae ainda não descrito pela Ciência que parece restrita a poucos locais e apresenta baixa abundância observada (apenas dez exemplares até o momento), sendo aparentemente raro na região da UC.
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      Herpetofauna

A maioria das espécies foi registrada no interior da vegetação arbórea secundária e áreas de Cerrado com proximidade a algum recurso hídrico (lago, riacho, entre outros). Poucos espécimes foram encontrados em áreas abertas sem presença de vegetação e/ou recurso hídrico e estes, possivelmente, estavam em deslocamento para outras áreas.
Foi possível registrar, para a área de influência da EEE de Arêdes, 34 espécies sendo 21 de anfíbios e 13 de répteis. No que se refere aos anfíbios, as espécies distribuem-se em oito famílias: Bufonidae, Caeciliidae, Craugastoridae, Hylidae, Leptodactylidae, Centrolenidae, Brachycephalidae e Cycloramphidae. Os répteis pertencem à nove famílias: Polychrotidae, Tropiduridae, Teiidae, Viperidae, Leiosauridae, Dipsadidae, Elapidae, Gekkonidae e Mabuyidae.
Quando considerados também os dados secundários, a EEE de Arêdes e seu entorno possuem potencial para 70 espécies entre répteis e anfíbios.
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Imagem da ave Fim-Fim (Euphonia chlorotica) na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 
(Foto do acervo da U.C).

Avifauna

Os dados obtidos durante os estudos para o Plano de Manejo da EEE de Arêdes apontam a existência de uma avifauna rica e diversificada nesta UC, contando com táxons endêmicos do Cerrado e da Mata Atlântica, bem como espécies raras e ameaçadas de extinção. Os estudos resultaram no registro de 186 espécies de aves, distribuídas em 46 famílias. A família mais bem representada foi Tyrannidae com 33 táxons, seguida por Thraupidae, com 26. Após a incorporação dos dados secundários os resultados são ainda mais notórios, alcançando um total de 217 espécies de aves, distribuídas em 47 famílias.

  Mastofauna

Um total de 30 espécies de mamíferos terrestres de pequeno, médio e grande portes foram registradas na região da EEE de Arêdes. Em geral todas as espécies são comuns e de ampla distribuição no Cerrado e na Mata Atlântica. Se considerados os dados museológicos e de outros trabalhos realizados na região, o número total de mamíferos que potencialmente podem ocorrer na EEE de Arêdes e região de entorno eleva-se para 71 espécies distribuídas em nove ordens e 24 famílias.
As espécies mais abundantes encontradas na comunidade de pequenos mamíferos na EEE de Arêdes foram os roedores Necromys lasiurus e Cerradomys subflavus. Quanto aos mamíferos de médio e grande portes, foram registrados 21 espécies distribuídas em 6 Ordens e 13 Famílias, com destaque para o lobo-guará Chrysocyon brachyurus, onça-parda Puma concolor, gato-do-mato Leopardus sp, raposa-do-campo Lycalopex vetulus, tamanduá-mirim Tamandua tetradactyla e o sauá Callicebus nigrifons.


Imagem de pegada do Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto do acervo da U.C).

Fonte:
Plano de Manejo da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

PROGRAMA ENDEREÇO VERDE, MEU IPê - Mês do Meio Ambiente -

Olá amigos da conservação ! Hoje, falaremos sobre uma  ação de educação ambiental que têm o objetivo de incentivar o plantio de árvores (Ipê) na cidade de Itabirito, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas, Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 



Algumas das placas do projeto "Endereço Verde, meu IPê".


O Programa "Endereço Verde - Meu IPê" já plantou mais de 160 mudas de Ipê no município de Itabirito em menos de 8 meses, distribuindo-as no Parque Ecológico, Campo de malha da COAB (em frente ao Poliesportivo), 1ª escadaria do São Cristovão, Gutierrez (Rua José Amaro Cordeiro, perto da casa nº 331), Gutierrez (pracinha  de frente a Escola Ana Amélia Queiroz), Avenida José Farid Rahme, Acesso 2 (Jardim do bairro Agostinho Rodrigues sentido radar da BR-356), IFMG-Campus Avançado de Itabirito, Loteamento Estância Real (Novo itabirito) e Bairro Padre Adelmo.
Todas as mudas foram catalogadas, com a identificação da coordenada geográfica, condição, DAP e altura. O programa foi tão bem recebido que foi acrescentada, a placa de identificação, o cuidador da respectiva muda. É importante destacar que o Programa foi abraçado pela equipe do Parque Ecológico de Itabirito, que atua diretamente no plantio e monitoramento das árvores.
Daqui a alguns anos, a cidade estará repleta de flores anunciando a chegada da primavera! Em tempos tão difíceis, ações como esta demonstram que cuidar do meio ambiente precisa ser um ato contínuo! Que sejamos melhores e façamos sempre mais! Viva o Dia Mundial do Meio Ambiente!

Confecção das placas de maneira artesanal:

  


Entenda o Programa "Endereço Verde - Meu Ipê"

Você sabia que qualquer equipamento de informática (computadores, impressoras, etc.) ligado a uma rede possui uma identificação única chamada IP?
Você sabia que a árvore Ipê é uma espécie brasileira nativa em nossa região, que floresce no final do inverno e início da primavera? Existem aproximadamente dez espécies diferentes, cada qual apresentando uma tonalidade. O mais comum é o Ipê-Amarelo, mas podemos ainda destacar o ipê-branco e o roxo.  Elas crescem devagar e podem atingir até 30 metros de altura, mas a maioria mede de 7 a 15 metros.
Juntando as definições de IP e Ipê, surgiu o Programa "Endereço Verde - Meu IPê", que tem como objetivo "criar" um endereço verde único para prédios públicos e instituições de ensino.
Na primeira etapa será plantada pelo menos uma muda de ipê (rosa, roxo ou branco, pois o amarelo já se destaca na cidade) em cada instituição participante, que será responsável por cuidar do exemplar, divulgando nas redes sociais do IEF e da Prefeitura de Itabirito as etapas de crescimento até sua floração. O ponto do plantio será georreferenciado e disposto em um mapa contendo a descrição da espécie e sua respectiva instituição.
Na segunda etapa, já com o ipê florido em meados de agosto/setembro, poderemos identificar as instituições participantes por seu endereço verde, ou seja, seu Ipê.
Assim, em alguns anos, nossos prédios públicos terão destaque no meio da paisagem de concreto. Participe e faça a adesão de sua instituição!

terça-feira, 9 de junho de 2020

PERSPECTIVAS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL - Mês do Meio Ambiente -

Olá amigos da conservação e da vida! Você já parou para pensar no que vem a ser Educação Ambiental?

A Educação ambiental é um processo de educação, responsável por formar indivíduos preocupados com os problemas ambientais e que busquem a conservação e preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade.

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto acervo da EEEA).

No Brasil, a educação ambiental assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando, fortemente, a proposta de construção de sociedades sustentáveis.
É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do ser humano em assuntos como o ambiente devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.


Imagem da estação ecológica estadual de Arêdes. (Foto acervo EEEA).

História

Em 1975, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promoveu, em Belgrado (Iugoslávia), o Encontro Internacional de Educação Ambiental, criando o Programa Internacional de Educação Ambiental – PIEA, que apresenta um conjunto de princípios e diretrizes para o desenvolvimento da área.
Logo em seguida, em 1977, aconteceu a Primeira Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental, em Tbilisi (Rússia), organizada pela UNESCO com a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que gerou um documento onde constam os objetivos, funções, estratégias, características, princípios e recomendações da educação ambiental, que servem como base para a prática dos educadores ambientais no mundo inteiro até os dias atuais.
Em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu a Conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) para avaliar a situação ambiental do mundo e as mudanças ocorridas desde a Conferência de Estocolmo. De forma paralela a esse evento, ocorreu a 1ª Jornada Internacional de Educação Ambiental, que gerou três documentos que são referência para a prática de educação ambiental: Agenda 21, Carta Brasileira para a Educação Ambiental e o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

Imagem de ambiente de cerrado na Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Acervo da EEEA).



Fontes:
Artigos:
- Guimarães, Mauro (2000). Educação Ambiental: no consenso em embate?. Campinas:: Papirus
- Abordagens lúdicas no ensino de física enfocando a educação ambiental
- Rita Mendonça "O educador ambiental ensina por suas atitudes". Nova Escola



segunda-feira, 8 de junho de 2020

COMO E PORQUE SURGE UMA UNIDADE DE CONSERVAÇÃO - Mês do Meio Ambiente -


Olá amigos da conservação! Hoje, iniciamos a série de post's do mês do Meio Ambiente, iremos falar um pouco sobre as Unidades de Conservação, e entender um pouco mais sobre sua história. 


 Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto - acervo da EEEA)

                      
No planeta Terra, há uma gigantesca diversidade de biomas e seres vivos: florestas, lagos, campinas, desertos, pântanos, oceanos e muitos outros habitats abrigam uma variedade incrível de criaturas, como cachorros, ursos, macacos, pássaros, peixes, formigas, cobras, tartarugas e milhares de outras. Bactérias, fungos, vírus e protozoários, escondidos em seu mundo microscópico, vivenciam uma realidade aparentemente sem ligação nenhuma com a nossa. Às vezes, parece até que cada ser vivo cuida de sua própria vida, sem influenciar ou ser influenciado por outros. Contudo, isso é apenas uma falsa impressão. 

Um do problemas da sociedade atual é que as questões sócio-ambientais revelam um modo de produzir cada vez mais insustentável, que visa ao lucro sem medir conseqüências e é baseado na produção industrial ininterrupta e no consumo de massa. 

Ao longo da história, a raça humana vem criando diferentes modos de se relacionar com a natureza. Desde a pré-história, com a descoberta do fogo, da agricultura e da pecuária, a capacidade do homem de transformar e agir na natureza tem se tornado maior. Contudo, a partir da Revolução Industrial, a ação do homem sobre o meio ambiente tem se tornado cada vez mais insustentável e destrutiva. 


Imagem da internet.


Assim, nos tempos atuais, a sociedade começou a verificar a necessidade de se criar áreas protegidas por lei, as quais tem a finalidade de formar um mosaico desses ambientes que possuem características naturais  únicas e essenciais para a sobrevivência humana.  

As Unidades de Conservação, tais como parques, Monumentos Naturais e as Estações Ecológicas são um exemplo deste patrimônio  de valor inestimável, com um potencial enorme para promover benefícios significativos ao bem-estar humano e ao desenvolvimento, de forma racional e sustentada. 
A existência dessas áreas gera benefícios para toda a sociedade, por meio dos chamados serviços ambientais - além de resguardar este patrimônio natural e cultural para as futuras gerações.


Entre o serviços ambientais realizados pelas Unidades de Conservação estão:


- Fornecimento contínuo de água de boa qualidade; 

- Melhoria microclimática nas regiões com temperaturas extremas e excesso de poluição; 

- Polinização, que garante a alta produtividade dos cultivos agrícolas, banco genético, proteção e conservação do solo; 

- Proteção de encostas diminuindo a gravidade dos desastres naturais; 

- Mitigação aos efeitos das mudanças climáticas; 

- Sanidade da produção agropecuária, entre outros.  


Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto - acervo da EEEA).


O SNUC

No Brasil, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) é um conjunto de normas e procedimentos oficiais que possibilitam às esferas governamentais federal, estadual e municipal, bem como à iniciativa privada, criar, implementar e gerir no país as unidades de conservação (que são as representantes no Brasil do que internacionalmente é conhecido como área protegida), sistematizando assim a conservação da natureza no Brasil.

Aqui em Minas Gerais, a identificação, criação e implantação de áreas protegidas é um das atribuições do Instituto Estadual de Florestas. Atualmente existem em Minas Gerais, dez categorias de unidades de conservação e áreas protegidas. 


Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. (Foto - acervo da EEEA).




Fontes:


- links:

Site do WWF
Site do IEF
Site do Meio Ambiente.gov

Artigo: As relações entre o homem e a natureza e a crise sócio-ambiental. Rio de Janeiro, RJ. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 2007.  Albuquerque, Bruno Pinto de.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Dia mundial do meio ambiente, todo dia é dia de lembrar da importância de cuidar dele!

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. 
                   
Olá amigos da conservação e da vida! Dia 05 de junho comemoramos o dia mundial do meio ambiente! Uma oportuna data para lembrarmos da importância de respeitar as nossas relações com os demais seres que compõe o planeta.

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.

Imagem da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.
Todo dia é dia de lembrar da importância de cuidar do meio ambiente, o qual nós fazemos parte! 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Cavidades Naturais de Arêdes


Uma das regiões de "canga" com potencial para existência de cavidades naturais na EEEA. 

Olá amigos da conservação! Hoje iremos mostrar um pouco das características geológicas, e potencialidades e aspectos espeleológicos na região da Estação Ecológica Estadual de Arêdes. A Unidade de Conservação está localizada na província geológica, geomorfológica e espeleológica denominada Quadrilátero Ferrífero. Do ponto de vista espeleológico, esta província é caracterizada por conter um alto potencial de cavernas em rochas ferruginosas. Grande parte dessas cavidades é desenvolvida nos capeamentos de canga (compostas por detritos de itabirito e hematita cimentados por limonita) e nas formações ferríferas bandadas (representadas pelo itabirito da Formação Cauê do Grupo Itabira). (LOBATO, 2005).


A – Acesso à entrada da Cavidade "Arêdes 1" ; B – Interior da Cavidade. (Fonte: Detzel Consulting).

Conforme levantado pelo Instituto Prístino, estima-se que nos geossistemas ferruginosos, Carajás e Quadrilátero Ferrífero, contenham mais de 3.000 cavidades, constituindo, portanto, sítios espeleológicos e paleontológicos de importância nacional. Nos geossistemas do Quadrilátero Ferrífero, as couraças de cangas funcionam como importantes áreas de recarga hídrica dos principais aquíferos que estão na Formação Geológica Cauê, que, por sua vez, é constituída pelas formações ferríferas bandadas. Nesta unidade hidrogeológica estão associadas milhares de nascentes, algumas com vazões que alcançam 500 m3 /h (Beato, 2006). 

A e C – Grilos (insetos da ordem Orthoptera); B – opilião (aracnídeo da ordem Opilionides); D – aranha (aracnídeo supostamente da família Ctenidae). (Fonte: Detzel Consulting).


Quanto à fauna cavernícola, de acordo com os levantamentos durante a avaliação do Plano de Manejo da Unidade de Conservação, recomendou-se uma análise mais apurada de profissionais especialista em bioespeleologia, em estudos de pesquisas mais específicos e longos, para as espécies encontradas em duas cavidades ("Arêdes 1" e "Arêdes 2").


Fontes: Plano de Manejo da U.C. / Instituto Pristino / ICMBio / UFOP.







terça-feira, 14 de abril de 2020

A Fauna de Arêdes # 9 - Águia Cinzenta

Águia Cinzenta (Urubitinga coronata). (imagem da internet).

Olá amigos da Conservação! Hoje iremos mostrar mais uma espécie da fauna que vive na Estação Ecológica Estadual de Arêdes! Durante os trabalhos de levantamento de fauna para o Plano de Manejo da U.C, várias espécies raras da avifauna foram registradas, entre elas 20 são ameaçadas de extinção e 72 endêmicas. Nesta área que serve de refúgio para a fauna local, uma das espécies que pode ser avistada é a imponente Águia Cinzenta (Urubitinga coronata). A águia-cinzenta é uma accipitriforme bastante grande e poderosa, atingindo de 75 a 85 cm e pesando até 3,5 kg. O adulto apresenta uma plumagem geral cinza-chumbo, tendo penacho em forma de coroa e cauda curta com uma única faixa cinza.

Águia Cinzenta registrada na EEE de Arêdes. (Foto: Detzel Consulting).

Dois indivíduos desta espécie, um provável casal, foram registrados e algumas vezes são observados pousados no topo de torres de linha de transmissão na Estação Ecológica. Algumas Aves de Rapina como por exemplo os gaviões, frequentemente utilizam torres como poleiros para observação de presas. Conforme registrado no Plano de Manejo da U.C, a espécie já havia sido observada na região sobrevoando áreas no entorno imediato da EEE de Arêdes, incluindo a observação de um indivíduo jovem (L. G. Mazzoni; A. Perillo).  Possui registros em algumas UC's de Minas Gerais, como a Estação Ecológica do Tripuí, a RPPN Santuário do Caraça, o Parque Nacional da Serra do Cipó, o Parque Estadual da Serra do Rola Moça e o Parque Nacional da Serra da Canastra (ZORZIN et al., 2006; SOARES et al., 2008; SILVEIRA; STRAUBE, 2008). Rapinantes topos-de-cadeia geralmente possuem áreas de vida muito grandes, ocupando facilmente milhares de hectares. Assim, é provável que não existam muitos casais da espécie ocupando áreas da Serra da Moeda e da Serra do Rola Moça, o que torna o registro em unidades de conservação da região ainda mais importante, tendo em vista as pressões antrópicas existentes nesta área. Ocorre no Brasil central e leste-meridional, de São Paulo, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.


Distribuição Geográfica da espécie. (Imagem da Internet).


Vive solitariamente ou em casais, habitando os campos naturais, o cerrado e a caatinga. Trata-se de um accipitriforme naturalmente raro, além de ser espécie de porte avantajado, que necessita de presas grandes e significativas áreas para constituir territórios de alimentação e reprodução.Sobrevoa veredas e matas ciliares do cerrado. Pousa no alto de buritis, onde emite uma fina voz de alarme. Atualmente essa espécie encontra-se bastante ameaçada, constando nos livros vermelhos de animais ameaçados de extinção de todos os estados em que ela ocorre, inclusive encontrando-se na lista de espécies ameaçadas de extinção elaborada pelo IBAMA. Assim, é um táxon ameaçado de extinção em nível estadual (COPAM, 2010), nacional (MMA, 2014) e global (IUCN, 2014). As principais ameaças à sua conservação são oriundas da perda de habitat, especialmente do Cerrado (SILVEIRA E STRAUBE, 2008), e este é um importante motivo para se constituir áreas protegidas que auxiliam na proteção de espécies como esta.
Águia Cinzenta (Urubitinga coronata). (imagem da internet).
Fontes: Wiki Aves / IBGE / Plano de Manejo da EEE de Arêdes .





quinta-feira, 26 de março de 2020

AS ÁGUAS DE ARÊDES


Ribeirão do Silva. (Foto Detzel).
                             
Olá amigos da conservação e da vida! Conforme já vimos aqui no blog, a Estação Ecológica Estadual de Arêdes exerce uma importante função no que se refere a proteção dos atributos hídricos existentes na Unidade de Conservação (U.C). Veremos a seguir, um pouco destes atributos para entender como Arêdes hoje é uma essencial área preservada por proteger mananciais que convergem para bacias hidrográficas, onde ocorre a capitação de água no abastecimento humano em várias comunidades do entorno e região de Itabirito.

Ribeirão Arêdes. (Foto de 01/11/2019).

O estado de Minas Gerais abriga em seu território as nascentes de importantes rios brasileiros como o rio São Francisco, rio Grande, rio Paranaíba, rio Doce, rio Paraíba do Sul, rio Jequitinhonha e rio Mucuri. A Estação Ecológica Estadual de Arêdes, por sua vez, está inserida na Região Hidrográfica do São Francisco, que é constituída unicamente pela bacia hidrográfica do rio São Francisco, situada na sua totalidade em território nacional.

Bacias hidrográficas do estado de Minas Gerais com destaque à localização da E.E.E. de Arêdes. (Fonte Detzel / Mapa adaptado IGA)


No contexto regional, Arêdes está integralmente inserida na bacia hidrográfica do rio itabirito. Já no contexto local, encontra-se em grande parte situada na sub-bacia do Ribeirão do Silva, estando a sua parte extremo sudeste localizada na sub-bacia do Córrego do Bação.


Principais bacias hidrográficas na EEE de Arêdes e entorno. (Fonte Detzel ).

O Ribeirão do Silva possui extensão aproximada de 25 km e orientação norte-sul, estando situado imediatamente a leste da Unidade de Conservação. Observa-se marcada assimetria entre seus tributários da margem direita, a oeste, com percursos mais curtos a partir das nascentes na Serra da Moeda, e aqueles da margem esquerda, a leste, que apresentam percurso mais extenso e maior número de afluentes. O volume hídrico do Ribeirão do Silva apresenta visível incremento após receber as contribuições de importantes tributários, dentre eles o ribeirão Arêdes e córrego da Grota.

O ribeirão Arêdes constitui o maior e principal afluente do Ribeirão do Silva e tem como tributários principais os córregos Benevides, Lagoa Seca, do Bugre e da Cascalheira. O córrego Benevides é o curso-d’água com maior extensão no interior da Unidade de Conservação, percorrendo na direção norte-sul toda a sua parte norte e noroeste. Já o ribeirão Arêdes atravessa a Unidade de Conservação na direção aproximada leste-oeste, na sua parte central. O extremo sudeste da UC é cortado pelos córregos da Cava e Cabeceira do Meio, e seus tributários, afluentes do córrego do Bação, que por sua vez é afluente direto do rio Itabirito. 

No último dia 22 de março, comemorou-se mais um dia Mundial da Água para nos lembrar deste bem essencial à todos os seres vivos do planeta, e é dever de todos nós cuidarmos das áreas protegidas que mantêm este serviço ecológico fundamental para todos nós. Vamos preservar!

Dia 22 de Março, Dia Mundial da Água!



 Fontes: IGA / IBGE/ IEF/Detzel - Plano de Manejo da Estação Ecológica Estadual de Arêdes.